domingo, 11 de agosto de 2013

O computador vai substituir o professor?



O computador vai substituir o professor?
Prof. Edson Brito Silva
Esse questionar é provocativo?  Ele nos permite termos alguma dúvida? Nós traz alguma insegurança pedagógicas? Ficamos inseguros?
A mim não provoca nenhum questionamento, por mais que seja assustadores as novas ferramentas da tecnologia surgente. Poderíamos  elencar aqui um 'rosário' de argumentações que fundamentaria o meu pensamento, mas evoco  o insigne e sempre mestre da educação Paulo Freire, e mais especificamente sua  obras Pedagogia da Autonomia - Saberes necessários à prática educativa, no capitulo III, onde ele é muito preciso e agudo na fundamentação, quando intitula: "Ensinar é uma especificidade humana", e mais pontual  no item 3.5 - "Ensinar exige tomada consciente de decisões"
Se o processo de educar e dialógico e relacional, que requer uma intervenção de ser-a-ser, requerendo uma conscientização para o agir no educando. Como poderia uma máquina, que por mais sofisticada, de altíssima precisão de programação, dialogar, interagir, direcionar, redirecionar as ações conforme cada momento e cada educando no seu momento?
Não, a máquina, seja computador, nem mesmo uma imaginária criação de androides, fará a função de um Educador, e por tabela do Professor (faço uma distinção aqui de educador e professor).
Faço das palavras do mestre, as minhas: Ensinar é uma especificidade humana. Nada substitui esse fenômeno potencialmente humano, Humano, Demasiado Humano.*
(*) Humano, demasiado humano, um livro para espíritos livres. Primeira obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão.
Nada substitui o Professor, mesmo que ele não seja um Educador.


Campina Grande, PB
Junho - 2013

Nenhum comentário:

Postar um comentário