O computador
vai substituir o professor?
Prof. Edson Brito Silva
Esse
questionar é provocativo? Ele nos
permite termos alguma dúvida? Nós traz alguma insegurança pedagógicas? Ficamos
inseguros?
A
mim não provoca nenhum questionamento, por mais que seja assustadores as novas
ferramentas da tecnologia surgente. Poderíamos
elencar aqui um 'rosário' de argumentações que fundamentaria o meu
pensamento, mas evoco o insigne e sempre
mestre da educação Paulo Freire, e mais especificamente sua obras Pedagogia da Autonomia - Saberes
necessários à prática educativa, no capitulo III, onde ele é muito preciso e
agudo na fundamentação, quando intitula: "Ensinar é uma especificidade
humana", e mais pontual no item 3.5
- "Ensinar exige tomada consciente de decisões"
Se
o processo de educar e dialógico e relacional, que requer uma intervenção de
ser-a-ser, requerendo uma conscientização para o agir no educando. Como poderia
uma máquina, que por mais sofisticada, de altíssima precisão de programação,
dialogar, interagir, direcionar, redirecionar as ações conforme cada momento e
cada educando no seu momento?
Não,
a máquina, seja computador, nem mesmo uma imaginária criação de androides, fará
a função de um Educador, e por tabela do Professor (faço uma distinção aqui de
educador e professor).
Faço
das palavras do mestre, as minhas: Ensinar é uma especificidade humana. Nada
substitui esse fenômeno potencialmente humano, Humano, Demasiado Humano.*
(*) Humano,
demasiado humano, um livro para espíritos livres. Primeira obra de Friedrich
Nietzsche, filósofo alemão.
Nada
substitui o Professor, mesmo que ele não seja um Educador.
Campina
Grande, PB
Junho - 2013
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