domingo, 20 de outubro de 2013

Arquitetura como linguagem midiática_Portfólio de Campina Grande, PB

Tecnologia da Informação e Comunicação: o contexto na Escola Pública.

Tecnologia da Informação e Comunicação: o contexto na Escola Pública.

Edson Brito Silva*

Se deslocarmos o olhar histórico para qualquer momento do processo educativo, e quase, me parece, em qualquer cultura, esse seguimento, que é a segunda via de socialização dos indivíduos, sendo a primeira a família, e em seguida a Escola, esta, tão importante no processo de socialização e instrumentação para sua formação, venha a reboque de todo e qualquer avanço tecnológico. De outra forma, no esteio da penetração das novas tecnologias, o que podem ser inseridas no contexto escolar, fica em sua maioria no final da cadeia da inserção. Quase todos os segmentos importantes de envolvimento humano, recebe o esteio dos novos avanços à frente do universo escolar. Não foi diferente na T.I – Tecnologia da Informação.  Paradoxalmente.
Toda tecnologia nova envolve mentes, envolve um capital mental instruído, intelectualizado, criativo, inovador, que, impreterivelmente foi formado, fomentado, potencializado, instrumentado no ambiente escolar, desde os primeiros passos, até os PhD’s. Os resultados desse aporte intelectual, permeia quase todos os níveis das ações humanas, mas paradoxalmente, na escola só chega quando  os demais segmentos, em geral, já foram inseridos no progresso da ciência e da tecnologia. Com a T.I – Tecnologia da Informação, e todo o contexto desta nova tecnologia que veio integrar os indivíduos e encurtar distâncias, sejam físicos, ideológicas, culturais, econômicas... mas demorou a chegar, nesse encurtamento, à Escola. O primeiro problema.
Em seguida vem o outro problema: o ambiente escolar.   Essa, em sua grande maioria não está  absolutamente preparada para absorver a chegada, seja pelo agentes políticos ligados à escola, seja pelas estruturas físicas da escola – fisicamente reproduções de prisões – seja pela não preparação do corpo de funcionários, muitos dos quais  utiliza para se locupletarem em suas inserções tecnológicas;  professores inaptos, e os gestores – um grande problema na escola pública, que além de serem analfabetos da T.I, são mini  déspotas, que por serem esses analfabetos, não querem que outros não sejam ou  que deixem de ser. Não é difícil chegar em uma escola pública no Brasil, e no interior mais ainda, onde a tecnologia até chegou, tardia, mas chegou, mas, quando instalada, para a foto publicitária, estão em plena inatividade. Muitas vezes quando cai de paraquedas um agente escolar – professor, funcionário, supervisor, coordenador pedagógico (esse, na aceitação da nova TI, mais jurássico que se possa imaginar), tem-se toda uma resistência. Essa resistência na mesma cadeia que acima elencamos, dos agentes da educação e demais.
O que temos de fato: Uma T.I vigorosa, inovadora, expansiva, penetrante, inexoravelmente  ai, interligando culturas, pessoas, lugares, espaços, vida privada, vida pública, pelas vias das fibras óticas, dos satélites, dos cabos, das conexões, do PC, do Notbook, do Netbook, do Tablet e  tudo mais. E nossas escolas com quadro ‘negro’-verde de giz, carteiras de madeira e ferro, como se as almofadas glúteas e as costas dos alunos fossem iguais as cabeças de concretos dos agentes políticos e da educação.
Em síntese, as novas tecnologias da informação e comunicação estão ainda chegando à escola, mas não estão, as que já chegaram, modificando o meio educacional na construção do conhecimento nas possibilidades que poderiam ser, pelo potencial que representa.
Mas, para não dizer que não falo das flores, mesmo mortas, tenho esperança que a T.I.C – Tecnologia da Informação e Comunicação, chegará com toda a sua plenitude no universo escolar, tenho plena convicção disso. Lógico, depois de surgir a N.A.T.I.C – Nova e Avançada Tecnologia da Informação e Comunicação. Acho que vou ter “saudade do futuro”.
Campina Grande, PB

Outubro/2013

·         Professor de Filosofia no Ensino Médio, aluno do curso de especialização em Fundamentos da Educação – Práticas Pedagógicas Interdisciplinares, pela UEPB – 2013.