Tecnologia
da Informação e Comunicação: o contexto na Escola Pública.
Edson Brito Silva*
Se deslocarmos o olhar histórico para
qualquer momento do processo educativo, e quase, me parece, em qualquer
cultura, esse seguimento, que é a segunda via de socialização dos indivíduos,
sendo a primeira a família, e em seguida a Escola, esta, tão importante no
processo de socialização e instrumentação para sua formação, venha a reboque de
todo e qualquer avanço tecnológico. De outra forma, no esteio da penetração das
novas tecnologias, o que podem ser inseridas no contexto escolar, fica em sua
maioria no final da cadeia da inserção. Quase todos os segmentos importantes de
envolvimento humano, recebe o esteio dos novos avanços à frente do universo
escolar. Não foi diferente na T.I – Tecnologia da Informação. Paradoxalmente.
Toda tecnologia nova envolve mentes, envolve
um capital mental instruído, intelectualizado, criativo, inovador, que,
impreterivelmente foi formado, fomentado, potencializado, instrumentado no
ambiente escolar, desde os primeiros passos, até os PhD’s. Os resultados desse
aporte intelectual, permeia quase todos os níveis das ações humanas, mas
paradoxalmente, na escola só chega quando
os demais segmentos, em geral, já foram inseridos no progresso da
ciência e da tecnologia. Com a T.I – Tecnologia da Informação, e todo o
contexto desta nova tecnologia que veio integrar os indivíduos e encurtar
distâncias, sejam físicos, ideológicas, culturais, econômicas... mas demorou a
chegar, nesse encurtamento, à Escola. O primeiro problema.
Em seguida vem o outro problema: o ambiente
escolar. Essa, em sua grande maioria
não está absolutamente preparada para
absorver a chegada, seja pelo agentes políticos ligados à escola, seja pelas
estruturas físicas da escola – fisicamente reproduções de prisões – seja pela
não preparação do corpo de funcionários, muitos dos quais utiliza para se locupletarem em suas
inserções tecnológicas; professores
inaptos, e os gestores – um grande problema na escola
pública, que além de serem analfabetos da T.I, são mini déspotas, que por serem esses analfabetos,
não querem que outros não sejam ou que
deixem de ser. Não é difícil chegar em uma escola pública no Brasil, e no
interior mais ainda, onde a tecnologia até chegou, tardia, mas chegou, mas,
quando instalada, para a foto publicitária, estão em plena inatividade. Muitas
vezes quando cai de paraquedas um agente escolar – professor, funcionário,
supervisor, coordenador pedagógico (esse, na aceitação da nova TI, mais
jurássico que se possa imaginar), tem-se toda uma resistência. Essa resistência
na mesma cadeia que acima elencamos, dos agentes da educação e demais.
O que temos de fato: Uma T.I vigorosa,
inovadora, expansiva, penetrante, inexoravelmente ai, interligando culturas, pessoas,
lugares, espaços, vida privada, vida pública, pelas vias das fibras óticas, dos
satélites, dos cabos, das conexões, do PC, do Notbook, do Netbook, do Tablet
e tudo mais. E nossas escolas com quadro
‘negro’-verde de giz, carteiras de madeira e ferro, como se as almofadas
glúteas e as costas dos alunos fossem iguais as cabeças de concretos dos
agentes políticos e da educação.
Em síntese, as novas tecnologias da
informação e comunicação estão ainda chegando à escola, mas não
estão, as que já chegaram, modificando o meio educacional na construção do
conhecimento nas possibilidades que poderiam ser, pelo potencial que
representa.
Mas, para não dizer que não falo
das flores, mesmo mortas, tenho esperança que a T.I.C – Tecnologia da
Informação e Comunicação, chegará com toda a sua plenitude no universo escolar,
tenho plena convicção disso. Lógico, depois de surgir a N.A.T.I.C – Nova e Avançada Tecnologia da Informação e Comunicação. Acho que vou ter “saudade do futuro”.
Campina Grande, PB
Outubro/2013
·
Professor de
Filosofia no Ensino Médio, aluno do curso de especialização em Fundamentos da
Educação – Práticas Pedagógicas Interdisciplinares, pela UEPB – 2013.
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