Mod. IV: Comunicação e Linguagem - Fórum II Semana
Temática: Texto
e discurso
Texto básico provocativo: Texto e discurso: limites e convergências. – Elisa Guimarães
O
Discurso de e para
Edson Brito Silva*
Sendo o discurso um desdobrar do sujeito
subjetivo com sua intencionalidade, que se apropria do texto para alojar seu
pensamento, sempre com uma intencionalidade, seja ela, de preservar, marcar –
como elemento de apropriação ‘egoística’; seja com a (ou uma) intencionalidade
de fazer-se percebido, ser olhado, analisando, ‘dialetizado’, temos o sujeito ideológico, que irá concretizar o
discurso em uma formalidade textual. Todo o caminho percorrido está permeado de
uma imanência, de um sentido, de uma ‘aura’ que só, muitas vezes, o autor sabe
no seu texto, qual era a contexto e para que pretexto – diga-se os poetas. É o
sujeito imanente que se desvela ao mundo com suas elucubrações textual.
Mas, uma vez 'textualizado' sua
ideologia, essa imanência será desapropriada pela hermenêutica , quando outrem
se apodera do texto e se apropria d do contexto – do discurso – que não mais
será do autor, mas sim, aquele que buscou no autor sua iminência, e nessa busca
fazer ele, o leitor, a leitura que lhe convier conforme sua subjetividade, sua
ideologia, sua relação com o texto e seus signos, cabendo agora, somente aquele
que ler, e não mais a ninguém se apropriar do discurso, não mais cabendo ai,
pela ótica de quem lê, a imanência daquele que escreveu, mas só, e somente só,
da hermenêutica de quem se apropriou, como leitor, do escrito.
Essa tensão traz a tona uma
problematização: análise do discurso da imanência (escritor) ou análise do
discurso da hermenêutica (leitor). Quem sai desse labirinto e a poesia e suas
‘licenças poética’. A poesia é independente: uma vez feita, ela é uma entidade,
filosoficamente, é um Ser. Encerra-se em si
mesma.
Agosto/2013.